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BH é cidade mais digital do Brasil - Belo Horizonte lidera ranking de utilização da tecnologia da informação no país

Belo Horizonte é a cidade mais digital do país, de acordo com levantamento divulgado nessa terça-feira. A capital mineira lidera o ranking, com 360 pontos, seguida de Curitiba (PR), com 352 e Porto Alegre (RS), com 349, mas ainda há avanços à espera de investimentos. Embora esteja no topo da lista, BH está na metade do caminho para atingir o que definiu-se como nível máximo de digitalização: na escala que vai até seis, a cidade atinge a terceira casa.

O índice, formatado pela primeira vez, mediu o uso da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) em 75 municípios brasileiros. Considerou critérios relacionados à infraestrutura tecnológica (presença de equipamentos primários, banda, cobertura geográfica) e a disponibilidade de serviços digitais. Recursos de acessibilidade, por exemplo, para pessoas com deficiências físicas ou analfabetas foram levados em conta, além de virtualização de serviços públicos.

"O nível máximo é meta para daqui 20 ou 30 anos, mas até a Copa de 2014 é possível atingir os níveis 4 ou 5", explica Juliano Castilho Dall'Antonia, diretor de Tecnologias de Serviços do CPqD, instituição de pesquisa que elaborou o ranking, juntamente com a Momento Editorial, empresa de mídia especializada em tecnologia.

A lista foi montada com base, principalmente, nas respostas das prefeituras à consulta via internet. A partir dos critérios, o CPqD gerou questionário com 15 perguntas. Segundo Graziela Bonadia, do CPqD, as informações mais discrepantes foram checadas, por amostragem, a partir do cruzamento com bases de dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Ao todo, 103 municípios se inscreveram para participar. O número caiu para 75 justamente porque foram eliminados aqueles em que foi constatada discrepância ou em que a checagem não foi possível", explica Graziella Bonadia. Ela ressalta que o bom posicionamento da capital mineira no ranking não significa que a cidade possa se acomodar quanto à infraestrutura tecnológica. "Se o nível vai até 6 e BH está no 3, os critérios deficientes ajudam a apontar o rumo dos investimentos", explica. Fatores como serviço público e velocidade do acesso particular estão entre os desafios, segundo ela.

O Projeto BH Digital, da prefeitura teve impacto no resultado positivo. A Empresa de Informática e Informação (Prodabel) oferece internet sem fio em todos os prédios da administração municipal, e permite o acesso limitado da população em hostposts em parques e praças da cidade. Em locais como a Praça da Liberdade ou o Parque Municipal, é possível acessar gratuitamente a rede da prefeitura, a partir de qualquer computador ou celular com wi-fi, por até duas horas.

Para Lia Ribeiro Dias, da Momento, o índice não é exatamente motivo para comemoração: "O nível de digitalização no país ainda é incipiente". Ela chama atenção para o fato de que, a partir dos critérios definidos no levantamento, ainda falta muito para que as cidades brasileiras alcancem o nível de digitalização plena. "Mas, com iniciativas simples, como a ampliação da quantidade de aplicações e serviços de governo eletrônico, esses municípios podem dar salto de maturidade nessa área", conclui. Para o presidente da Prodabel, Paulo Moura, o índice pode favorecer a escolha da cidade como sede da abertura da Copa de 2014.

Fonte:
Jornal Estado de Minas
Publicação: 15/06/2011




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